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06/08/12 - 16h48 - Karin Salomao
Livro de repórter mexicana ameaçada chega ao Brasil


Lydia Cacho é uma das mais influentes jornalistas mexicanas, além de ativista dos direitos humanos e presidente do Centro Integral de Atenção à Mulher (CIAM). Essa influência, no entanto, teve seu custo. Cacho foi presa, torturada e ameaçada de morte, depois de escrever sobre o envolvimento de políticos e empresários mexicanos na pornografia infantil. O livro “Memórias de uma Infâmia”, que relata a violência sofrida pela autora, acabou de ser lançado no Brasil.

A história relatada no livro teve início em 2003, quando as primeiras vítimas do empresário de turismo Succar Kuri começaram a denunciá-lo nos tribunais mexicanos por pedofilia. Depois de um tempo, porém, as denúncias perderam sua força. No ano seguinte, Cacho escreveu “Los Demonios del Éden” como um recurso para evitar a fuga e a impunidade de Kuri. O empresário havia sido preso nos Estados Unidos, porém os juízes americanos não tinham instrumentos para mantê-lo preso e extraditá-lo.

Gravações telefônicas mostraram a relação entre o dinheiro oriundo da prostituição infantil, empresários e políticos mexicanos do alto escalão. Em 2005, a autora foi presa sob a acusação de difamação feita por um empresário citado no livro, torturada e ameaçada de morte. Ela foi solta depois de 30 horas, ao pagar uma fiança de 70 mil pesos (um pouco mais de 15 mil reais). Todos os desdobramentos desse caso estão descritos no novo livro de Cacho, “Memórias de uma Infâmia”.

As ameaças contra a jornalista não pararam. Recentemente, ela foi intimidada em sua própria casa, em Cancún. No dia 28 de julho desse ano, uma voz masculina ecoou por seu próprio sistema de comunicação, dizendo: “não se meta conosco ou vamos fazer sua casa em pedacinhos”. 

Carlos Lauría, coordenador do Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ) para a América, disse que a ameaça “é a última de uma larga série de esforços para intimidar Lydia Cacho, uma das jornalistas mais proeminentes no México”. Em 2009, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos requisitou proteção ao governo do México para a jornalista. Em 2011, o CPJ exortou o governo de Felipe Calderón a intervir contra as ameaças contínuas. 


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