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11/07/13 - 13h05 - Marina Iemini Atoji
Jornalista do ICIJ condenada a limpar ruas por participar de manifestação


Khadija Ismayilova é repórter investigativa no Azerbaijão. Membro do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), participou da "Offshore Leaks", investigação transnacional que revelou o envolvimento de bancos, multinacionais e políticos com o crime organizado, lavagem de dinheiro e corrupção. Entre os citados, o presidente Hamid Karzai e a primeira-dama do país do leste europeu - cujo governo acaba de condenar Khadija a prestar 220 horas de trabalho comunitário.

A jornalista participou de um protesto pacífico contra o presidente, quando não estava a trabalho, e foi multada. Ao se negar a pagar a multa, por considerá-la inconstitucional, foi condenada a varrer as ruas de sua cidade por quatro horas diárias, até completar as 220 horas. Ela tem 10 dias a partir de ontem (10.jul.2013) para começar o trabalho.

Não é a primeira vez que Khadija é alvejada pelo governo do Azerbaijão. Em 2012, o assédio foi diretamente relacionado à profissão dela. Após publicar reportagens sobre privilégios ilegais de que a família do mesmo Karzai desfrutava, ela teve o apartamento invadido para a instalação de uma câmera escondida. O conteúdo das gravações foi divulgado na Internet e em uma TV de propriedade do governo quando a repórter se recusou a ceder à chantagem para "se comportar". A polícia se negou a levar a cabo as investigações criminais por invasão de privacidade.

Drew Sullivan, membro do Projeto Reportagens sobre Crime Organizado e Corrupção (OCCRP, na sigla em inglês), para o qual Khadija trabalha, conta que a veiculação do vídeo, com imagens do relacionamento da repórter com seu namorado, serviram "não apenas para insultá-la, mas para que ela fosse ferida ou assassinada por fanáticos religiosos ou governistas".

Sullivan diz que Khadija "exerceu o direito de protestar - e, acredite, ela tem muito sobre o que protestar". Para ele, a pena imposta "mostra um governo que, além de atacar os próprios cidadãos e demovê-los de direitos, tenta envergonhá-los".

Khadija, por seu lado, encara a condenação com bom humor. "Acho que a mensagem é clara. Limpar a sujeira deste país é nosso papel - ficarei feliz em contribuir!", escreveu em sua página no Facebook.


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