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06/11/13 - 11h43 - Johnatan Castro
PMs são suspeitos de ameaçar testemunhas de assassinato


Publicado em <a href="http://www.otempo.com.br/cidades/pms-s%C3%A3o-suspeitos-de-amea%C3%A7ar-testemunhas-de-assassinato-1.741967" target="_blank">6 de novembro de 2013 em O Tempo</a>

Pelo menos seis policiais militares são investigados por suspeita de ameaçar testemunhas de um dos 14 crimes apurados pelo Departamento de Investigação de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em Ipatinga, no Vale do Aço, após os assassinatos dos jornalistas Rodrigo Neto e Walgney Carvalho, no início deste ano. Os militares também são acusados de coagir profissionais que faziam a cobertura da audiência de instrução na ação contra o cabo da Polícia Militar (PM) Victor Andrade, preso em abril e acusado pela morte de Cleidson Mendes do Nascimento, 26, conhecido como Cabeça, em 2011.

A investigação dos militares, que são testemunhas de defesa do cabo Victor, está sendo realizada pela 12ª Região da PM – responsável por Ipatinga – a pedido do Ministério Público de Minas (MPMG). No dia 22 de outubro, durante a audiência que acabou cancelada e transferida para a última sexta, o promotor Francisco Ângelo Silva ouviu os relatos de ameaças. Em meio ao clima de intimidação e muito medo, pelo menos uma das principais testemunhas de acusação, parente de Cabeça, foi inserida no programa de proteção da Polícia Civil. “Depois da morte do Cleidson, emagreci muito e mudei a cor do cabelo. Passaram de carro em frente à minha casa e disseram que eu mudei de cara, mas não de endereço”, contou a testemunha, que já teria deixado a cidade de Ipatinga.

O promotor Francisco Ângelo confirmou ter recebido as denúncias e disse que aguarda a conclusão das investigações feitas pela PM para dar prosseguimento ou não na denúncia.

Responsável pelo procedimento e comandante da 12ª Região da PM, o coronel Jordão Bueno não deu detalhes sobre a investigação e limitou-se a afirmar que as apurações correm “conforme manda a lei”. “Estamos ouvindo todos os envolvidos, e as conclusões serão remetidas ao MPMG”, relatou.

<b>Jornalistas.</b> Oito meses após as mortes de dois jornalistas, os profissionais da imprensa do Vale do Aço ainda estão com medo. Três deles denunciaram ao MPMG que receberam ameaças, e um dos profissionais contou ter sido seguido e fotografado por um militar à paisana.

“Estávamos na audiência e começamos a perceber os olhares e comentários dos PMs, que são amigos do cabo Victor. Isso soou como intimidação”, disse uma jornalista, que pediu anonimato. “Estou trabalhando em casa. O MPMG pediu para termos cuidado, mas estou com medo”, disse outro jornalista da cidade.

<b>Advogado do suspeito de matar jornalista promete surpresas</b>

Para a audiência de instrução no caso que trata dos assassinatos do jornalista Rodrigo Neto e do fotógrafo Walgney Carvalho, marcada para 9 de dezembro, o advogado Elizeu Borges, que representa o investigador Lúcio Lírio Leal, preso como suspeito do crime, afirma que surpresas sobre as mortes dos profissionais de imprensa serão reveladas. O defensor informou que já pediu a revogação da prisão temporária de Leal.

De acordo com o advogado, as ligações telefônicas entre Leal e o outro suspeito, Alessandro Neves Augusto, o Pitote, que também está preso, só evidenciaram a amizade dos dois, que já era antiga.

No entanto, Borges deu a entender que Pitote poderia ser o único culpado. Na visão do advogado, o carro de Leal, registrado por câmeras de segurança na cena do crime, poderia estar emprestado. “Ele tinha o costume de emprestar o carro para o Pitote”, disse.

A reportagem tentou localizar o advogado de Pitote, mas ele não foi encontrado.

<b>Saiba mais</b>

<b>Moto Verde.</b> O cabo Victor Andrade também é suspeito de envolvimento nos chamados Crimes da Moto Verde – assassinatos de pessoas envolvidas com a criminalidade por um homem em uma moto verde, entre 2007 e 2008.

<b>Suspeito livre.</b> Na última quarta-feira, o sargento da PM Michel Luiz da Silva, que estava preso desde junho acusado de matar um morador de rua, foi solto por uma liminar do Superior Tribunal de Justiça. O caso foi um dos 14 apurados pelo DHPP em Ipatinga.


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