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17/12/14 - 11h42 - EFE
Comissão do Senado do Paraguai investiga mortes de jornalistas


Publicado em 16 de dezembro de 2014 no UOL.

Reportagem atualizada no UOL às 18h33, após contato da assessoria de imprensa do governador eleito do MS, Reinaldo Azambuja. Veja o texto publicado anteriormente à atualização ao final desta página.

O senador paraguaio Arnoldo Wiens, membro da comissão parlamentar que investiga o assassinato do jornalista Pablo Medina e de sua assistente, Antonia Almada, afirmou nesta terça-feira (16) que um dos suspeitos de praticar o crime teria relações com políticos brasileiros.

O jornalista e sua acompanhante foram mortos há dois meses. Pablo Medina era correspondente do jornal "ABC Color" no departamento de Canindeyú, na fronteira com o Brasil, e investigava a atuação de traficantes e produtores de maconha na região.

Além de Medina, outros dois jornalistas paraguaios foram assassinados neste ano, Fausto Alcaraz e Elías Fernández Fleitas, ambos mortos após publicarem reportagens sobre o tráfico de drogas no Paraguai, segundo a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP)

Segundo o senador paraguaio, Vilmar Acosta, suspeito de ser o mandante do crime, teria ligações com políticos brasileiros. Wiens cita uma suposta "amizade" de Acosta com o governador eleito do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB).

Acosta é prefeito da cidade de Ypejhúe e é considerado foragido pela polícia paraguaia. Outros dois suspeitos também estão foragidos. As declarações do senador foram feitas com base em depoimentos de Arnaldo Cabrera, motorista de Vilmar Acosta, o único suspeito detido pelo crime até o momento.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (17), o governador eleito do Mato Grosso do Sul afirma que reagiu com indignação à declaração. "São informações mentirosas, levianas e absolutamente irresponsáveis", afirma.

Segundo a nota, o Azambuja não mantem qualquer vínculo com os citados. O governador eleito disse estar disposto a adotar todas as medidas judiciais cabíveis, no Brasil e no Paraguai, por danos contra sua imagem pública e hoje mesmo determinou a entrada de advogados no caso.

"Reinaldo Azambuja acredita que seu compromisso em rever e reforçar a política de Segurança Pública na fronteira de Mato Grosso do Sul --prioridade de seu futuro governo-- pode estar por trás da manipulação de informações e tentativa de atingir sua honra e sua credibilidade", diz a nota.

O Paraguai é o maior produtor de maconha da América do Sul e o Brasil o principal destinatário dessa droga.

As mortes de Medina e Almada provocaram um enorme debate no Paraguai sobre as conexões entre narcotraficantes e políticos, colocadas em evidência em um relatório da Secretária Nacional Antidrogas revelado pelo Congresso.


Reportagem publicada no UOL antes da atualização às 18h33

Governador eleito do MS pode ter vínculo com morte de jornalista no Paraguai

Uma Comissão do Congresso do Paraguai vinculou nesta terça-feira governador eleito do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, com Vilmar Acosta, considerado o "cérebro" do assassinato do jornalista Pablo Medina e de seu assistente, Antonia Almada, há dois meses.

A suposta relação foi divulgada pelo senador Arnoldo Wiens, membro da Comissão parlamentar bicameral que investiga o assassinato de Medina, correspondente do jornal "ABC Color" e conhecido por suas matérias sobre o narcotráfico no departamento de Canindeyú, na fronteira com o do Mato Grosso do Sul.

Wiens afirmou que Azambuja tinha "muita amizade" com Vilmar Acosta, que estava foragido desde a morte de Medina e é acusado de produção e tráfico de maconha.

O senador acrescentou que não há dúvidas sobre as conexões existentes entre o "clã Acosta" e políticos muito importantes do Brasil.

O legislador se referiu a dados e informações obtidas na região do assassinato de Medina e Almada, além dos entregues pela promotoria e as declarações de Arnaldo Cabrera, motorista de Vilmar Acosta, o único detido pelo crime até o momento.

Reinaldo Azambuja, do PSDB, foi eleito governador do Mato Grosso do Sul no segundo turno das eleições, em 26 de outubro, e foi diplomado ontem no Tribunal Regional Eleitoral do estado.

Vilmar Acosta era até fugir o prefeito pelo governante Partido Colorado da cidade de Ypejhú, no departamento de Canindeyú.

Os supostos autores materiais do crime, seu irmão Wilson e seu sobrinho Flavio Acosta, também estão foragidos.

Hoje o assassinato de Pablo Medina e Antonia Almada, completa dois meses.

Paraguai é o maior produtor de maconha da América do Sul e o Brasil o principal destinatário dessa droga.

A morte de Medina e Almada provocou um enorme debate no Paraguai sobre as conexões entre narcotraficantes e políticos, colocadas em evidência em um relatório da Secretária Nacional Antidrogas revelado pelo Congresso.


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